O oráculo Rúnico

As runas dos povos vikings, um dos oráculos mais antigos do mundo.

A origem destas pedras talhadas  remontam a tempos muito antigos, entre os povos nórdicos da Europa. Civilizações guerreiras, que viviem conectadas ao presente, venerando a natureza, a fertilidade e os Deuses, cultivando este modo de advinhação e esta filosofia de interpretação do mundo.

 

As runas nos ajudam a perceber nossa energia no momento da consulta, fruto de como transitamos nas situações no passado, e assim  vislumbrando como se apresentará nosso futuro.

Cada Runa tem um  significado  e uma mensagem relacionada com situações do cotidiano, com ferramentas que possuimos para melhor compreender a vida e com “conselhos”que o oráculo nos envia para sanar ou trazer harmonia a quem o consulta.  

 

Runa significa “segredo”.  Elas formam  o alfabeto Futhark; o Caminho do Herói.

 

Um caminho que pode ser um abededário de letras (os Vikings os usava pra inscrição nas pedras, deixando para a posteriodade suas incríveis aventuras).

 

Os povos do norte europeu depositavam nas Runas toda sua confiança. A Península  Escandinava, Alemanha, Islândia, Gran Bretanha e o norte da Itália, foram os principais centros de difusão do Oráculo Rúnico, que se utilizava de maneira pessoal, baixo a proteção de Odin.

 

As 24 runas do alfabeto Furthark são a forma  mais  primitiva do alfabeto rúnico. Há várias formas de  consultá-lo.

 

A primeira e mais simples consiste em escolher uma runa (Conselho de ODIN).

 

A segunda (Consulta AS NORNAS), escolhendo 3 runas que são colocadas da esquerda para a direita (passado, presente e futuro).

 

A terceira é a Cruz Cética (tiramos as 3 – As Nornas-  e no lugar da runa da posição do presente, colocamos a  pedra embaixo , a quarta pedra(diz sobre os desafios) e uma pedra encima , a quinta (diz sobre as facilidades). Esta consulta  requer mais habidade e o Runemal iniciante terá mais dificuldade.

 

A quarto é a tirada de 9 (Gigante Mimir).

 

E a quinta e mais completa é o Campo do Sol.

 

Há diferente materias para as runas; pedras, ossos, sementes, ceramica, ferro,….

O ideal é ganhá-las, mas se não for o caso, fazer sua Consagração numa noite de Lua Nova ou Cheia, é recomendado.

 

As pedras mais adequadas para o jogo são lapis lazuli, ametista, quarto rosa, ágata branca e olho de tigre.

 

O alfabeto Futhark é dividido em 3 Aett (de 8 pedras)

 

 

  • Plano Físico e a Infância (os espíritos jovens)

 

Aqui temos Runas relacionadas com a origem e a força da comunidade, a confiança ao passar pelas etapas da vida e as primeiras ferramentas de auto-tranformação e mudança. Inicia-se com Feoh e finaliza com Win.  

Esta primeira família, representa os Vanires, deidades primordiais da mitologia nórdica. Estavam responsáveis pela fertilidade, ciclos naturais. Os irmãos Frey e Freya são os patronos destas 8 primeiras runas.  Deles provêm a palavra Vaidade, tudo que é fluído e passageiro. Freya, a rainha das Valquírias, era a deusa da beleza e da profecia. Frey, deus da fertilidade.

O primeiro AETT nos lembra o período matriarcal e a importância da mulher no pensamento rúnico. Não se fazia nada, sem se honrar o Espirito Feminino. Sem esta força da Mãe Nutridora, a harmonia e a igualdade de gênero são impossíveis de se estabelecer. Aqui Ken representa o signo de Áries, Ansur, de Gêmeos, Geofu de Libra e Ur, de Touro.

 

 

  • Plano Emocional, vida adulta e os espíritos maduros.

Estas oitos Runas são dedicadas a Heimdal, o cuidador do arco íris que separa Asgard (morada dos deuses), de Midgar, mundo dos humanos.

Hagall, a runa 9, a ponte, representa o arco-íris Bifrost e a capacidade de nos adaptarmos aos desafios e a sobreviver. A 10, Nied, raiz do verbo to need, representa os limites que devemos passar pra nos defender. É o punhal do xamã que elimina nossas aflições. Is, a runa 11, deusa da neve, é a forma primitiva do gelo e representa a paciência de entender que tudo tem seu tempo.  A 12, Jera, do signo de Virgem, é a Terra e sua forma orgânica e arredondada. A 13, Ewoh, runa da árvore tejo e a capacidade de manter contato entre o homem e os mortos , além da proteção espiritual. A 14, Peorth, do signo de Escorpião, a força do sexo e o misticismo profundo. Sem ela, não haveria paixão. Eolh, a 15, o signo de Peixes, recorda a necessidade de eliminarmos os “invasores” de nossa vida, aqueles que são como sanguessuga, nos drenando e vampirizando, além da urgência em cuidarmos do meio ambiente (símbolo do Greenpeace). A última, Sigel, 16, do signo de Leão, a força da vitória.

Neste grupo vivemos frustrações, adversidades, forças que nos detêm.

 

 

  • Plano do Amadurecimento espiritual e da sabedoria. 

Aett dos Ases, ingressamos nesta “família” pela runa em forma de fecha, dedicada ao deus Tyr (signo de Sagitário), rei da Guerra; é guerreiro, sagaz e forte. Beorc, runa 18, representa a árvore do abedul e a relação rúnica entre as pessoas. Similar a letra B, tem a deusa Frigg (esposa de Odin), como mãe dos ases.

O cavalo, Eh, 19, representa Sleipnir, animal preferido de Odin. Era o único ser vivo que transitava pelos nove mundos. É a runa da mudança, viagens (físicas e mentais) e transformações na forma de nos vestir. Man, 20, do signo de Aquário, representa o trabalho em equipe a importância da comunidade. Lagu, 21, runa da LUA e do signo de Câncer, o poder feminino e a rede matriarcal, a sacerdotisa e a intuição em altíssimo estado.

O 22, Ing, rei dos gênios, jovial e criativo, nos conto quê há mais de uma solução para cada problema. Nos convida a sair do “engessamento” e do tradicional. Daeg, 23, é a esperança e a reversão das dificuldades, o “final do túnel”. E Othel, 24, do signo de Capricórnio, representa o patriarca do clã, o “velho” sábio e experiente, que tem a última palavra no momento da decisão. É estável, próspero e respeitado.

Por fim, ele o Pai da Runas, Odin, é a somatória das 24 runas.

 

Aqui temos os vínculos nos relacionamentos, onde podemos ser herói e heroína, tomando o destino em nossas mãos. Encontramos nossa própria lei com Man, nos ajudando a conectar com o quê nos faz bem. Em Laguz temos a energia feminina, através da força da água, que da origem à vida.

Neste grupo, as Runas nos ajudam a atuar com consciência, comprometidos com o amor, confiando em nossa luminosidade.

 

 

 

 

 



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